|
SACDIGIT@L 2004 |
©Copyright |
ANO 2 |
|
Antonio Roveroni |
nº 11 | |
|
Roneivaldo Maciel |
||
|
|
||
|
SOFTWARE
- VII
Recentes estudos revelam que o nosso cérebro é
extremamente otimizado. |
Você já deve ter ouvido que "aprender determinada
coisa é como aprender a andar de bicicleta", não é verdade? E o que quer dizer essa expressão popular? Justamente o que estamos falando... depois que nosso cérebro "conhece" o mecanismo de determinada ação, simplesmente "grava" tais
informações e sentimentos em suas estruturas complexas de neurônios e, sempre que as repetimos,
são usadas aquelas "velhas" estruturas, que serão sempre "atualizadas", com novas impressões,
conclusões... é a "experiência", enfim.Dessa maneira, quando vivemos uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. Nessas oportunidades, sentimo-nos mais vivos, pois o tempo parece passar devagar. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas. Por isso parece que o tempo "acelera", quando vamos ficando mais velhos e os natais vão chegando cada vez mais rapidamente. |
Um outro exemplo que pode deixar mais claro onde
pretendemos chegar, é lembrarmos de quando começamos a dirigir. No início, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros
veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha,
olhando os semáforos, lendo os sinais e até falando com alguém, tudo ao mesmo tempo.
Isso por que passamos a usar uma pequena "área" da atenção, já que nos "acostumamos" com o processo,
nosso cérebro já sabe o que está escrito nas placas, qual marcha trocar etc.Bom! E o que isso tem a ver com os Instrumentos de Busca? Ora! Tudo! Conforme falamos na edição passada, a evolução dos softwares de busca da WEB está de vento em popa, varrendo a rede de maneira cada vez mais apurada e eficiente. Também não podemos esquecer que estamos vivendo na "sociedade da informação", com um número cada vez maior de pessoas produzindo, informando e sendo informadas simultaneamente a todo momento. O volume de informação a que temos acesso aumenta
exponencialmente e isso acaba influenciando diretamente no comportamento do nosso cérebro.Tentar "gravar" tudo que lemos diariamente, seja uma notícia, ou um comentário, várias opiniões etc, se demonstra impossível. No entanto, essa mesma sociedade que nos trás inúmeras facilidades de informação, também acaba exigindo, na mesma proporção, que estejamos preparados, com respostas rápidas e eficientes, para todos os problemas que nos são apresentados. Aí entra a utilidade dos instrumentos de busca. Com sua evolução, hoje, já temos a certeza que praticamente toda informação pode ser encontrada rapidamente na rede e, para nosso cérebro, isso já seria um alívio. Mas... será que toda informação disponível é a mais apta a solucionar nossos problemas? Como dissemos: o problema não reside mais em encontrar o que você quer achar, mas "saber" o que você quer encontrar! |
|
Diria mais: Saber o que é importante encontrar e, sobretudo, saber "como procurar" é a principal Consultamos
imagens capturadas nos sites oficiais dos buscadores |