SACDIGIT@L 2004

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ANO 2

Antonio Roveroni
Texto

nº 11

Roneivaldo Maciel
Diagramação

SOFTWARE - VII
Buscadores - periféricos para nosso cérebro - 2ª Parte

Recentes estudos revelam que o nosso cérebro é extremamente otimizado.
Mais inteligente que imaginamos, nosso cérebro evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Veja só, um adulto normal costuma ter entre 40 e 60 mil pensamentos por dia e certamente qualquer um de nós ficaria louco se nosso cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade de eventos. Por isso, a maior parte destes pensamentos é "automatizada", ou seja, simplesmente não aparece no índice de acontecimentos do dia. Dessa forma, para que não fiquemos loucos, nossa "máquina" faz parecer que nós não vimos, não sentimos e não vivenciamos uma série de pensamentos automáticos, repetidos, iguais, que servem para que pratiquemos várias ações durante nossos dias.

Você já deve ter ouvido que "aprender determinada coisa é como aprender a andar de bicicleta", não é verdade? E o que quer dizer essa expressão popular? Justamente o que estamos falando... depois que nosso cérebro "conhece" o mecanismo de determinada ação, simplesmente "grava" tais informações e sentimentos em suas estruturas complexas de neurônios e, sempre que as repetimos, são usadas aquelas "velhas" estruturas, que serão sempre "atualizadas", com novas impressões, conclusões... é a "experiência", enfim.
Dessa maneira, quando vivemos uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para 
compreender o que está acontecendo. Nessas oportunidades, sentimo-nos mais vivos, pois o tempo 
parece passar devagar. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente 
colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.
Por isso parece que o tempo "acelera", quando vamos ficando mais velhos e os natais vão chegando cada vez mais rapidamente.
Um outro exemplo que pode deixar mais claro onde pretendemos chegar, é lembrarmos de quando começamos a dirigir. No início, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais e até falando com alguém, tudo ao mesmo tempo. Isso por que passamos a usar uma pequena "área" da atenção, já que nos "acostumamos" com o processo, nosso cérebro já sabe o que está escrito nas placas, qual marcha trocar etc.
Bom! E o que isso tem a ver com os Instrumentos de Busca?
Ora! Tudo!
Conforme falamos na edição passada, a evolução dos softwares de busca da WEB está de vento em popa, varrendo a rede de maneira cada vez mais apurada e eficiente.
Também não podemos esquecer que estamos vivendo na "sociedade da informação", com um número cada vez maior de pessoas produzindo, informando e sendo informadas simultaneamente a todo momento.
O volume de informação a que temos acesso aumenta exponencialmente e isso acaba influenciando diretamente no comportamento do nosso cérebro.
Tentar "gravar" tudo que lemos diariamente, seja uma notícia, ou um comentário, várias opiniões etc, se demonstra impossível.
No entanto, essa mesma sociedade que nos trás inúmeras facilidades de informação, também acaba 
exigindo, na mesma proporção, que estejamos preparados, com respostas rápidas e eficientes, para todos os problemas que nos são apresentados.
Aí entra a utilidade dos instrumentos de busca. Com sua evolução, hoje, já temos a certeza que praticamente toda informação pode ser encontrada rapidamente na rede e, para nosso cérebro, isso já seria um alívio. Mas... será que toda informação disponível é a mais apta a solucionar nossos problemas?
Como dissemos: o problema não reside mais em encontrar o que você quer achar, mas "saber" o que você quer encontrar!

Diria mais: Saber o que é importante encontrar e, sobretudo, saber "como procurar" é a principal ferramenta que devemos desenvolver em nossa "máquina".
Em outras palavras: "ter" conhecimento não é mais diferencial para ninguém, pois ele pode ser encontrado - e renovado - rapidamente por quem saiba utilizar-se dos instrumentos de busca.
E como fazer isso?
Um bom começo é começar a utilizar os "buscadores" - todos eles têm páginas com instruções de como otimizar as buscas. Basta usar... é como andar de bicicleta!
E você? Tem certeza que seus conhecimentos já não estão velhos demais?
Voltamos.

Consultamos
"Razões para Rápidos Natais" ou "Porque o Tempo parece Acelerar"
Aldo Novak
http://www.academianovak.com.br/comunidade/modules.php?name=News&file=article&sid=125 
acesso de 08 de julho de 2004

Colaborou para esta Edição a Advogada
Meyre Hellen Mesquita Mendes

imagens capturadas nos sites oficiais dos buscadores
todas com acesso em 19 de junho de 2004.